Feridas na boca: o que pode ser e como tratar?

Em sua maioria, as feridas na boca são constituídas por aftas decorrentes do estresse do dia a dia ou baixa imunidade em um período distinto.

Mas, existem diferentes tipos de feridas na boca – comumente chamadas de lesões bucais – que podem agir como sinal de algo mais sério ou serem apenas desagradáveis.

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Existe uma variedade imensa de feridas na boca: algumas são inofensivas e assintomáticas, outras possuem uma sintomatologia dolorosa e algumas até mesmo aparecem de modo preocupante.

Feridas na boca

Por esse motivo, vamos abordar os tipos mais comuns e mostrar meios de torna-las menos desconfortáveis ou trata-las de caso a caso.

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Aftas

Constituindo uma das principais feridas na boca, as aftas são inflamações pequenas brancas circundadas por um halo (borda) avermelhado e de sintomatologia dolorosa.

Geralmente, elas aparecem devido a um trauma constante na região – uma restauração alta ou um dente quebrado – ou a uma baixa na imunidade, que deixa o ambiente propício a outras lesões.

Se seu caso não é o segundo, procure um cirurgião-dentista para corrigir o seu problema e livrar-se dessa ferida na boca.

Se seu caso for o segundo, uma dica valiosa é usar anestésicos tópicos até passar: o Flogoral© é um bochecho (enxaguante bucal) bem popular para esse fim.

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Queilite angular

A queilite angular é uma situação bem chata onde os “cantos da boca” ficam inflamados.

Essa ferida na boca de origem inflamatória pode causar deformidade temporária da região e “cortar a boca”.

Ela acontece pelo acúmulo de saliva nos cantos da boca, apenas.

Como sabemos, quando comemos o ph da boca se torna ácido e, se acumulado na região, pode ser fator causal da ferida na boca.

Essa ferida na boca é muito comum em pessoas que possuem uma variação da normalidade chamada “fossetas da comissura labial”, que nada mais são do que pequenos “furinhos” nos cantos de boca que acumulam saliva.

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Leucoplasia

Dentre as abordadas até aqui, a leucoplasia é uma das feridas na boca mais preocupantes: ela não dói e, seu aparecimento – se não justificado – pode ser precursor de algum problema sério.

As leucoplasias são feridas na boca que de feridas não tem nada.

São, na verdade, um crescimento reacional – na maioria dos casos – a traumas ou lesões do tipo elétricas ou químicas.

Tratam-se de um crescimento do epitélio esbranquiçado que aparece em gengiva, bochechas ou língua.

Mas, cuidado, em bochechas não se pode confundir com a “linha alba”, uma linha retilínea ao longo das bochechas na linha de oclusão dentária, caracterizada como uma variação da normalidade.

Geralmente, as leucoplasias são feridas na boca muito associadas ao fumo, mascar tabaco, próteses (dentaduras) mal ajustadas, hábito de mordiscar alguma região específica na boca e dentes quebrados.

Para demais informações, é possível que o seu cirurgião-dentista opte pela realização de uma biópsia excisional, onde ele removerá todo o tecido e levará para análise.

Mas, não se preocupe, apenas 5% das leucoplasias têm capacidade de evoluir para câncer, por exemplo.

O tratamento geralmente é a remoção da ferida na boca e do hábito a ela relacionado, comumente descoberto durante as consultas ao dentista.

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Candidíase

Comumente chamada de sapinho, a candidíase afeta a boca como um todo e a garganta.

Trata-se de uma das feridas na boca menos alarmantes, mas, menos tratadas.

Isso é preocupante.

A candidíase pode se apresentar de duas maneiras:

Verdadeiramente (candidose oral membranosa): com superfície branca, amarelada ou avermelhada, halo eritematoso (borda avermelhada) e consistência variável, é possível que o paciente sinta dor ou ardência.

Falsa (candidíase pseudomembranosa): nesse caso, são encontradas placas brancas que lembram leite coalhado e que podem ser removidas à raspagem. Embaixo dessas placas, a mucosa pode estar inflamada ou normal.

Geralmente esses dois casos são passíveis de acontecer com qualquer um devido à falta de higienização ou baixa imunidade pela especificidade de algum tratamento que esteja sendo realizado (como quimioterapia ou radioterapia, por exemplo).

O tratamento geralmente é o uso de Nistatina (anti-fúngico) tópica em gel, pastilha ou comprimido via oral ou mesmo um creme de Clotrimazol.

A administração depende de características singulares do paciente, como a idade e sua possibilidade de colaboração com o uso do medicamento – que não é nada gostoso.

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Herpes Labial

Se você pensou que herpes só dava em um lugar, se enganou.

A maioria das pessoas são afetadas diariamente pelo herpes na troca de beijos e abraços.

Isso acontece o vírus do herpes tem períodos de ativação e inativação.

As feridas na boca decorrentes do período de ativação do herpes labial geralmente são vistas como bolhas avermelhadas e dolorosas que aparecem ao redor dos lábios, debaixo do nariz e ao redor do queixo.

A primeira infecção do vírus acontece na infância e seus sintomas são facilmente confundidos com resfriados ou gripes.

Uma vez infectado, os vírus ativam de tempos em tempos.

Em geral essas feridas não são danosas e duram até uma semana.

Mas, é preciso ter cuidado: se recém-nascidos forem infectados pelo herpes – seja por um beijo, por exemplo – as consequências podem ser fatais e levar à morte, porque o recém-nascido não tem imunidade.

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