Ultrassom super-realista permite ver rostinho do bebê antes do nascimento

O que você acharia da ideia de conhecer o seu filho antes mesmo do nascimento?

A chegada de um filho é um momento único e especial na vida de qualquer casal. Não à toa, cada estágio da gestação é motivo de emoção e descobertas para os futuros papais que esperam, ansiosos, a chegada de seus herdeiros.

Uma das etapas mais esperadas da gravidez é, sem dúvida, a ultrassonografia, em que mãe e pai podem, pela primeira vez, ver o bebê, mesmo que através de imagens sem muita nitidez ou definição.

O processo consiste na utilização de um aparelho que lança ondas de som em alta frequência que são sentidas pelo feto dentro do útero.

O eco transmitido ao computador é convertido em vídeos que identificam o formato do bebê, assim como sua posição no ventre da mãe. Os vídeos também fornecem uma base do desenvolvimento dos bebês através de imagens que assemelham-se a um exame de raio-X.

Mesmo emocionando até as mamães com corações mais fortes, as ultrassonografias tradicionais nunca chegaram a oferecer representações realistas e experiências sensoriais para que o exame tornasse este momento ainda mais único e especial. Isso até agora.

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Ultrassom super-realista

Uma tecnologia brasileira desenvolvida por médicos pesquisadores da PUC do Rio de Janeiro promete, em um futuro próximo, mudar definitivamente a maneira como o exame pré-natal é realizado em todo o mundo.

Ultrassom super-realista permite mãe se sentir dentro do útero e ver as feições do bebê

HERON WERNER/DIVULGAÇÃO

Trata-se da ultrassonografia de realidade virtual aumentada. Nela, pai e mãe, com a ajuda de um óculos 3D, conseguem projetar a visão para dentro do útero da mulher, como se estivessem ao lado do feto, a poucos milímetros de toca-lo.

Ultrassom com Óculos 3D Super Realista

HERON WERNER/DIVULGAÇÃO

O processo é realizado a partir de imagens da ultrassonografia tradicional, que são convertidas em realidade virtual através de programas ultra avançados de computador, que mapeiam toda a área interna do útero, incluindo cada detalhe do feto, o cordão umbilical, a placenta e até o rostinho do bebê, em ângulos de 360º.

Esta é a primeira vez que a realidade virtual é aplicada a exames de ultrassonografia. Mesmo tendo caído no gosto dos pais, o objetivo inicial deste avanço científico está longe de ser puramente emocional.

A ideia da utilização da realidade virtual em ultrassons é conhecer a fundo a estrutura do bebê e identificar anomalias, podendo oferecer mais chances à equipe médica de preparar-se com segurança para cirurgias precisas e menos agressivas ao feto e à mãe, em casos de extrema urgência e necessidade.

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Bebês de papel

Outro recurso complementar à esta descoberta revolucionária é a impressora 3D. Caso o bebê seja diagnosticado, dentro da barriga da mãe, com alguma anomalia ou tumor e necessite de cirurgia, os médicos tem condições de gerar uma impressão 3D do feto, através de imagens produzidas pela ultrassonografia de realidade virtual, e estudar, com precisão, o problema e os riscos da cirurgia, analisando, de que forma, o procedimento deve ser realizado para não oferecer riscos à vida da criança.

Ultrassom Super Realista

HERON WERNER/DIVULGAÇÃO

A impressão 3D também permite a mães com deficiência visual, tocarem as feições do feto e sentirem como serão os bebês que estão gerando dentro de si, uma vez que não têm a chance de enxergar as imagens capturadas pelos ultrassons tradicionais, durante a gravidez, o que acaba sendo mais uma prova de como a ciência pode ajudar o mundo a se tornar mais humano.

Os pesquisadores pretendem, em breve, deixar o processo mais rápido já que, atualmente, a demora entre a realização da ultrassonografia e a visualização via realidade virtual aumentada ainda é grande.

A ideia é que o processo se torne, praticamente, instantâneo, o que aumentaria, ainda mais, a experiência sensorial dos pais com os filhos.

Para viver este momento incrível, os pais precisam realizar um pedido antecipado ao médico e estarem dispostos a desembolsar uma boa quantia: o exame sai por, no mínimo, R$1000.

Quando identificada alguma doença ou alteração no feto, dependendo a avaliação do médico, o próprio especialista pode solicitar a realização do procedimento

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