Adolescentes estão mais propensas a transtornos alimentares

Anorexia, bulimia e compulsão alimentar são alguns dos transtornos alimentares que mais afetam adolescentes.

De acordo com a National Eating Disorders Association, uma mulher será afetada por um desses transtornos alimentares pelo menos uma vez na vida.

Um recente estudo descobriu que mulheres mais jovens, especificamente aquelas que estão no ensino médio, ou seja, que estão na idade adolescente, estão mais propensas a diagnósticos de transtornos alimentares.

Essa propensão aumenta quando elas estudam com mais garotas do que garotos e quando a maioria dos seus colegas tem pais com formação superior e são de classe média/alta.

Adolescentes estão mais propensas a transtornos alimentares

Esses dois resultados se mantiveram mesmo depois de levar em conta as características individuais de cada uma dessas jovens.

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Por que adolescentes são mais afetadas?

Os pesquisadores por trás do estudo realizado na Suécia não conseguiram encontrar uma explicação para suas descobertas. No entanto, Helen Bould, psiquiatra de crianças e adolescentes e autora do estudo, tem algumas teorias.

Para ela, os transtornos alimentares podem agir de forma “contagiosa” e, assim, podem se espalhar de aluno para aluno dentro de uma escola.

Essa teoria faz sentido pois estudos anteriores já pesquisaram o comportamento de adolescentes e um deles descobriu que a pressão social desempenha um papel importante na forma como adolescentes tratam seus corpos.

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menina com transtorno alimentar

A outra teoria fala sobre os pais mais inteligentes e de classes sociais altas que acabam, involuntariamente, promovendo o perfeccionismo exacerbado entre seus filhos. Isso afeta a forma como os adolescentes se enxergam e aumenta as chances de transtornos alimentares.

Algumas escolas podem estar mais bem preparadas para diagnosticar transtornos alimentares, enquanto outras não.

Seja qual for a causa, estas descobertas podem ajudar professores, pais e escolas a prestarem mais atenção aos padrões alimentares de seus adolescentes e, assim, trabalhar mais para promover comportamentos alimentares saudáveis e uma imagem corporal positiva, principalmente entre as garotas.

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