Pílula do dia seguinte e gravidez ectópica tem relação? Tire suas dúvidas!

Desde que surgiu a pílula do dia seguinte, as dúvidas não param, muitos querem saber sobre os reais riscos e benefícios, caso haja, do polêmico comprimido.

Pensando nisso, resolvemos tirar algumas dessas dúvidas aqui.

Antes de mais nada, vale saber que essa pílula chegou ao Brasil em 1999, desde então, vem sendo muito discutida.

Por mais eficaz que seja, vale lembrar que ela não previne Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), portanto é importante estar atento e sempre seguir a orientação de um médico.

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Pílula do dia seguinte: tire suas dúvidas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo se todas as mulheres do mundo usassem corretamente qualquer um dos métodos anticoncepcionais existentes, ainda assim, cerca de 6 milhões de gestações inesperadas ocorreriam.

Isso serve para a gente entender a possibilidade de falha nas estratégias que são usadas para evitar uma gravidez.

Sem dúvida, essa realidade ajuda a entender por que a chamada pílula do dia seguinte (também conhecida pela sigla PDS) passou a ser tão procurada nas farmácias.

No entanto, recentemente, ocorreu um relato de uma usuária da PDS contando que teve uma gravidez fora do útero —gravidez ectópica — após tomar o comprimido.

Com isso, é evidente, que mais dúvidas surgiram sobre o método e sua suposta segurança.

Em vista disso, resolvemos tirar aqui algumas das maiores dúvidas, segundo especialistas, e entender quais são, de fato, os riscos da pílula do dia seguinte.

Confira:

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Bomba de hormônios, sim ou não?

Pílula do dia seguinte é uma bomba de hormônios

Pois é, se em uma dose da PDS contém o equivalente à metade de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicionais, dessas que uma mulher usa todos os dias, certamente, isso é uma verdadeira bomba hormonal, que pode SIM, trazer efeitos colaterais.

Quais?

Pode provocar vômitos além de desregular o ciclo menstrual.

E isso logo na primeira dose, que deve ser repetida –para fazer efeito – podendo, então, aparecer também sintomas como vertigem, cefaleia e dor nas mamas.

Claro, apesar de não ser uma regra, esses sintomas podem surgir.

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Quando deve ser usado esse método de contracepção

Em que momento a pílula do dia seguinte deve ser utilizada

Não podemos negar que a pílula do dia seguinte é uma conquista das mulheres, ter acesso a um método de emergência é bom, desde que essa emergência não vire rotina.

E vale lembrar que mesmo tomando a pílula direitinho (no máximo 72 horas após a relação), ela ainda pode falhar em 15% dos casos, ou seja, ao contrário do que muitas mulheres pensam, não é uma garantia absoluta.

Em cada 20 mulheres que tomam, três engravidam.

O ideal é que a PDS seja usada somente em situações de relação sexual desprotegida próxima do período fértil, de ruptura do preservativo ou de estupro.

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O intervalo de uso da pílula

Embora seja chamada de pílula “do dia seguinte”, entre os especialistas ela é mais conhecida como “pílula de emergência” ou “contracepção de emergência”, o que significa que ela deva só ser administrada em um caso de extrema necessidade.

O ideal é utilizá-la uma vez por ano.

E mais, é menos segura que a pílula normal e ingeri-la direto só vai servir para aumentar o risco de gravidez e de confusão no ciclo menstrual.

O que vale saber é que apesar de ainda existirem muitas dúvidas e receios, tem muita gente abusando do método.

Acredite, muitas adolescentes chegam a tomar a PDS até três vezes no mesmo mês, o que pode prejudicar a saúde, bagunçando o ciclo, causando alterações de pele (espinhas), deixando o cabelo oleoso e contribuindo para o acúmulo desnecessário de gordura, além de trazer também efeitos psicológicos, como irritação, medo de engravidar, culpa etc.

É preciso ter em mente que a pílula do dia seguinte é uma medicação de emergência, ou seja, ela não foi testada para uso frequente.

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Gravidez ectópica ( fora do útero)

Recentes estudos indicam que a pílula pode causar ou contribuir para ocorrer a gravidez ectópica, e isso porque a pílula do dia seguinte diminui o movimento natural das trompas, e é a atividade dessa estrutura que faz com que o óvulo fecundado seja enviado ao útero para se desenvolver.

Então, se as trompas não se movimentam, o óvulo pode ficar parado ali.

E esse é o problema, com o desenvolvimento do feto no lugar errado, as trompas podem se romper, causando uma hemorragia.

É fundamental ter em mente que a pílula do dia seguinte pode falhar SIM, o que não é tão incomum.

Por isso, após seu uso, é importante esperar pela menstruação, e até fazer o teste de gravidez.

Todo cuidado é pouco, e caso o teste de gravidez dê positivo, só será possível detectar que o óvulo está fora do lugar por ultrassom.

Mas, é bom lembrar que, na verdade, a causa mais comum de gravidez ectópica é alteração da trompa por infecções e inflamações pélvicas.

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Sequelas para o bebê

Até o momento ainda não se sabe de nenhum caso de contracepção de emergência exercer efeito após a fecundação, resultando em aborto ou anomalias fetais, ou seja, se o óvulo conseguir se deslocar para o útero e lá se desenvolver, teoricamente, não significa risco para a criança.

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Pílula do dia seguinte com anticoncepcional comum

Como dito anteriormente, a pílula do dia seguinte equivale à meia cartela da pílula convencional, o que significa uma bomba de hormônio.

Agora é só imaginar tomar o anticoncepcional desregradamente e ainda, vez ou outra, utilizar essa “bomba de hormônios”.

Vale correr atrás de estratégias para não precisar recorrer à pílula do dia seguinte.

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Contraindicações

Como já deve ter ficado claro, a pílula não é tão inofensiva quanto parece, por exemplo, paciente com histórico ou risco conhecido por trombose, por exemplo, deve evitar usar esse método.

É bom, também, deixar claro que todas as contraindicações que servem para a pílula anticoncepcional servem também para a do dia seguinte.

Todo cuidado é pouco, quem passar mal com o uso da pílula, precisa buscar ajuda médica, lembrando que é preciso ser muito cuidadosa ao recorrer a esse método.

E é isso, esperamos ter tirado suas dúvidas.

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