Diferenças entre a alergia a leite e a intolerância à lactose

Por serem causadas pela ingestão do leite, a alergia ao alimento e a intolerância à lactose são comumente confundidas.

No entanto, essas condições de saúde possuem características muito diferentes e precisam ser identificadas corretamente que se dê prosseguimento aos tratamentos e acompanhamentos médicos.

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Saiba diferenciar as duas doenças corretamente e quais passos seguir após identificadas no organismo:

leite e derivados

Alergia a leite

A alergia a leite, na verdade, é uma alergia à proteína do leite. O sistema imunológico de quem possui essa condição identifica essa proteína como um elemento invasor e agressor, e o organismo acaba sofrendo diversos sintomas que não são saudáveis para combater esse agente invasivo.

Os sintomas da alergia a leite que podem aparecer são a diarreia, gases, cólicas abdominais, sangramento intestinal, lesões dermatológicas, fatiga e dificuldade para respirar.

Esses sinais aparecem com mais força em bebês, no momento da transição do leite materno para o leite de vaca. São nos primeiros seis meses de vida a maior ocorrência da alergia, que tende a melhorar com o passar dos anos.

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bebê mamando

Intolerância à lactose

Apesar de ter sintomas parecidos, a intolerância à lactose se trata da deficiência na produção da enzima lactase, que é responsável pela digestão do açúcar encontrado no leite: a lactose.

A insuficiência da enzima faz com que se acumule lactose no intestino e isso acarreta o aumento do número de bactérias no intestino, causando sintomas como a diarreia, gases, cólicas e inchaço.

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Sendo assim, a principal diferença entre as duas doenças é a causa: uma é a alergia à proteína do leite e a outra é a falta de enzima lactase, que digere a lactose.

Outras diferenças notáveis

A alergia a leite é genética e a criança já nasce com ela, sendo desenvolvida apenas quando se faz o uso do leite de vaca.

Já a intolerância à lactose pode ter duas origens:

  1. Intolerância primária: é quando a pessoa nasce com uma condição favorável à deficiência na produção da enzima lactase. Nesse caso, os sintomas, assim como a alergia a leite, aparecem nos primeiros meses de vida, quando o leite de vaca começa a ser ingerido.
  2. Intolerância secundária: a intolerância à lactose secundária se dá por problemas intestinais, ou lesões e tratamentos agressivos. O que pode fazer com que o nível de lactase caia então são a gastroenterite, Doença de Crohn, doença celíaca, AIDS e quimioterapia, por exemplo.

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Tratamentos

Alergia a leite

O tratamento mais utilizado e recomendado para combater a alergia a leite e seus sintomas é a retirada de leite e derivados da dieta da criança que começa a apresentar sinais da doença.

No entanto, é preciso tomar cuidado com as substituições, porque crianças muito pequenas precisam de um alimento que substitua também as proteínas e nutrientes necessários na fase de desenvolvimento inicial.

Os médicos e especialistas recomendam a troca para o leite de cabra, que é muito parecido em relação aos elementos nutricionais.

Vale lembrar que as crianças que são amamentadas apenas com o leite materno até os seis meses têm menos chances de desenvolver a alergia a leite de vaca.

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Intolerância à lactose

A intolerância à lactose primária não tem cura, porém, os sintomas podem ser amenizados também com a adaptação da dieta e a substituição do leite e derivados por outros alimentos.

No caso da intolerância secundária, o tratamento da doença que a ocasionou, ou a interrupção do tratamento radical pode diminuir significantemente o grau de insuficiência de lactase, fazendo os sintomas da intolerância desaparecerem.

Se a aparição de qualquer dos sintomas das duas doenças aparecerem, vá ao médico rapidamente e tire todas as dúvidas sobre qual é a deficiência que você, ou seu filho, possui.

O procedimento, acompanhamento e tratamento corretos podem fazer com que os sintomas sejam amenizados e a vida de quem é intolerante à lactose e quem tem alergia a leite pode seguir normalmente.

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