Descobertas surpreendentes sobre a infertilidade

Recentemente, uma equipe de médicos da Suécia especializados em infertilidade anunciou em uma conferência o primeiro nascimento de um bebê de uma mulher que havia feito transplante de útero. O acontecimento deixou todos eles perplexos e encantados.

“Eu nunca vi esse tipo de reação a um relatório em todos os anos que trabalho nessa área”, disse Karine Chung, Doutora em Medicina e professora assistente de ginecologia e obstetrícia na Universidade do Sul da Califórnia Keck School of Medicine.

“É necessário muito trabalho duro e dedicação para alcançar um estágio onde é possível fazer um transplante de útero para alguém que nasceu sem um e conseguir um bebê. É uma grande novidade sobre a infertilidade”, afirma Chung.

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Porém, esse procedimento de transplante de útero é mais avançado e será útil apenas para um pequeno grupo de mulheres, principalmente aquelas que já nasceram sem o útero.

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Então, quais são algumas das outras opções para mulheres que tem outros problemas relacionados a infertilidade?

Confira a seguir.

Congelamento do tecido ovariano

O imperdoável relógio biológico de uma mulher atinge principalmente os seus ovários e não seu útero. Para você ter uma ideia, o útero transplantado na Suécia veio de uma mulher de 61 anos de idade.

E se houvesse alguma forma de manter os ovários (ao menos uma parte deles) congelados na idade de pico de fertilidade, talvez em torno de 29 ou 30 e, em seguida, “despertá-los” no momento em que a mulher estiver pronta para ter filhos?

Essa é uma ótima solução para a infertilidade. O procedimento é chamado de criopreservação de tecido ovariano (congelamento).

Tiras de tecido do ovário de uma mulher – ou, às vezes, um ovário inteiro – são removidas cirurgicamente e mantidas congeladas e então transplantadas de volta na hora certa.

“Até agora, cerca de 30 gravidezes bem-sucedidas resultaram do congelamento do tecido ovariano”, diz Chung, porém, todas essas gestações foram em mulheres diagnosticadas com algum tipo de câncer: o tecido foi congelado antes da mulher se submeter a quimioterapia ou radiação que poderia prejudicar sua fertilidade.

“Está funcionando relativamente bem, porém, esse procedimento ainda deve ser considerado experimental”, diz Chung.

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Congelamento dos óvulos

Uma das soluções para a infertilidade que mais podem dar certo é o congelamento dos óvulos. Durante anos, esse procedimento também foi experimental. Os médicos fazem a extração do óvulo, fertilizam-no com o esperma do parceiro e congelam o embrião resultante em uma espécie de ovo com uma boa chance de sucesso, mas congelar apenas um ovo era difícil.

Isso se dá ao fato de que o ovo é composto principalmente de água e, quando congelado ou descongelado, pode sofrer danos ao código genético.

No entanto, buscando aliviar o problema da infertilidade, um novo método conhecido como vitrificação surgiu e, até então, mais de 2000 bebês saudáveis nasceram após o congelamento de óvulos. Assim, em 2012, a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva anunciou que o procedimento não era mais experimental.

O que ainda não mudou e provavelmente não mudará é o fato da fertilidade da mulher diminuir à medida que ela envelhece, especialmente após a idade de 30 anos, diz Chung. “Uma mulher nasce com um número limitado de óvulos e ainda não foi desenvolvida nenhuma tecnologia capaz de fazê-la gerar novos óvulos.”

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mulher grávida

O que esperar para o futuro?

Cientistas da Universidade de Cambridge, localizada na Inglaterra, recentemente anunciaram que foi possível, pela primeira vez, produzir células germinativas primordiais a partir de células da pele humana em um ambiente de laboratório.

Essas células germinativas primordiais são as células que se tornam espermatozoides e óvulos.

Essa nova técnica para combater a infertilidade provavelmente só sairá da fase experimental em 10 anos.

Ainda assim, esse é um primeiro passo importante em direção ao desenvolvimento de células sexuais totalmente maduras em um tubo de ensaio. Futuramente, casais inférteis incapazes de produzir esperma e óvulos poderão ter filhos biológicos através dessa técnica.

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