Cirurgia plástica não é apenas questão de beleza

Em 2013, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica fez uma pesquisa onde mostra que o Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos cirúrgicos estéticos do mundo.

Segundo os dados, naquele ano, 28 mil mulheres fizeram a cirurgia de correção de orelhas, 9 mil fizeram cirurgias estéticas na região íntima e 22 mil colocaram próteses para aumentar os glúteos.

Os pedidos dessa última cirurgia, inclusive, aumentaram cerca de 370% entre 2009 e 2013. Ao todo, foram realizados 1,4 milhão de procedimentos cirúrgicos no ano do estudo.

Cirurgia plástica não é apenas questão de beleza

Além desses números, a pesquisa mostrou que a cirurgia plástica mais feita entre os brasileiros é a lipoaspiração, cujos procedimentos aumentaram quase 130% entre 2007 e 2011.

Acredita-se que os brasileiros utilizam a cirurgia estética como uma maneira rápida de melhorar a aparência. Ela vem substituindo os exercícios físicos e uma dieta saudável, pois eles demoram mais para atingir um resultado significativo.

Veja: Atrizes que são contra cirurgia plástica

Saúde e riscos

Apesar do aumento na demanda e da instantaneidade dos resultados, a cirurgia estética e a busca por um padrão de beleza ideal através de procedimentos invasivos pode causa problemas de saúde, como hemorragias, infecções, má cicatrização, perda de sensibilidade, trombose, alergia entre tantos outros.

É preciso pensar na cirurgia plástica não só como uma questão de beleza e, sim, optar por ela quando for necessária à saúde e ao bem estar do paciente. Vale lembrar que a cirurgia não é vilã, nem proibida, mas tem que ser encarada com cautela e as escolhas e cuidados devem ser tomados de forma correta.

Veja: Cirurgia plástica de bumbum: Saiba como funciona

Planejando a cirurgia plástica

De acordo com a Mayo Clinic, que é uma organização dos Estados Unidos especializada em pesquisas médicas, as complicações de uma cirurgia (não só estética, como qualquer outra) podem surgir já na anestesia, evoluindo para pneumonia, trombose, alergia – todos fatores que podem causar a morte.

Pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes, doença cardiovascular e obesidade são aquelas que têm mais chances de ter problemas como AVC, ataque cardíaco e pneumonia com a anestesia. Fumantes e alcoólatras, além disso, podem ter a cicatrização interferida.

Cada tipo de cirurgia oferece um risco diferente, por isso, se a única solução encontrada for a cirurgia plástica, é essencial que todos os fatores de risco e probabilidades de problemas durante e depois do procedimento sejam discutidos entre paciente e cirurgião.

O sonho de atingir um corpo e uma aparência ideal pode ser destruído rapidamente, não só pelos problemas de saúde possíveis, mas também pelas consequências psicológicas para aquelas pessoas que não se enquadram em um padrão de beleza. Na maioria das vezes, essas pessoas projetam na plástica uma salvação para todas as suas imperfeições. Mudar a aparência do corpo, da qual você está acostumada há um bom tempo pode causar danos irreparáveis no psicológico.

Saiba: O que considerar antes de realizar uma cirurgia plástica?

pele bonita

Alternativas

Nos últimos anos, os tratamentos estéticos não-cirúrgicos estão evoluindo. É possível reduzir a flacidez, rugas e marcas do tempo com lasers, radiofrequência, mesoterapia, produtos estéticos… Esses tratamentos não invasivos conseguem, inclusive, barrar o envelhecimento precoce e rejuvenescer a aparência.

Se a escolha da cirurgia plástica for tomada apenas pela estética, tratamentos mais simples e eficazes podem ser uma alternativa na hora de optar por procedimentos menos arriscados.

Conheça: As 10 cirurgias plásticas mais procuradas

Cirurgia plástica necessária

Uma das cirurgias que vem ganhando preferência nos últimos anos, não só para a perda de peso, como também por uma questão de saúde, é a cirurgia bariátrica, na qual o tamanho do estômago do paciente é diminuído para que ele ingira menos comida e, consequentemente, emagreça.

Um dos resultados dessa cirurgia é a perda de muito peso rápida, o que gera um excesso de pele que pode atrapalhar o bem estar da pessoa, além de poder causar alergias e infecções. Nesse caso, a cirurgia plástica para a remoção dessa pele não se trata apenas da questão de beleza e, sim, da saúde em geral.

Em suma, como dizem por aí, não se pode levar a cirurgia plástica como um corte de cabelo, que pode ser feito a qualquer momento, desde que a pessoa não esteja se sentindo bonita. É preciso estudar, conversar com o médico e levar em consideração todas as possíveis consequências de um procedimento tão invasivo como esse.

Mais: Cirurgia Plástica, vale apena o risco?

One Response

  1. Roberta maio 24, 2016

Add Comment