3 produtos de beleza que grávidas devem evitar

A gravidez é um momento mágico na vida de toda mulher, mas existem alguns componentes de produtos de beleza que grávidas devem evitar.

Muita informação circula na Internet sobre quais são esses componentes.

Para evitar que você deixe de usar todos os seus produtos favoritos por 9 meses ou, pior ainda, use um produto que você não deve durante a gravidez, procuramos as dicas de uma especialista.

Jaime Knopman é endocrinologista no Centro de Colorado de Medicina Reprodutiva, nos EUA, e dá as orientações corretas sobre quais componentes as grávidas devem evitar.

componentes de produtos de beleza que grávidas devem evitar

1. Grávidas devem evitar Retinoides (risco: alto)

Retinoides são todos os derivados de vitamina A que incluem retinóis tópicos, como os encontrados em cremes antienvelhecimento, e retinóis orais, como a isotretinoína (comumente conhecido como Accutane), usado para tratar a acne.

As grávidas devem evitar esse componente e as mulheres que estão tentando engravidar também.

Altas doses de derivados de vitamina A nos produtos Accutane aceleram a divisão celular para que sua pele se recupere mais rápido, tratando a acne cística, mas durante a gravidez podem interferir no desenvolvimento das células do feto, causando enormes defeitos congênitos.

As pesquisas com retinóis tópicos encontrados em cremes antienvelhecimento, no entanto, ainda não são muitas, mas como há uma chance de que eles sejam absorvidos pela corrente sanguínea e cheguem até a placenta, é altamente recomendado cortar o uso de retinoides durante a gravidez.

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2. Ácido salicílico (risco: médio)

Se você já teve acne na sua vida ou fortes dores de cabeça, provavelmente já usou ácido salicílico. Esse é um componente presente na aspirina e na maioria dos produtos para tratamento de acne.

Embora ele seja muito eficaz para aliviar as febres e abrir poros entupidos, é uma das substâncias que as grávidas devem evitar.

Jaime diz que o ácido salicílico tem a possibilidade de ser perigoso e a comunidade médica tende a recomendar sua abstinência durante a gravidez.

Pesquisas já comprovaram que altas doses de ácido salicílico podem causar defeitos congênitos, mas ainda não se sabe qual o nível de dosagem considerado seguro, portanto, a abstenção é a escolha mais segura.

Jaime observa, ainda, que os defeitos de nascimento causados pelo consumo excessivo de ácido salicílico são poucos e que um produto com baixa concentração do componente, como 2%, não deve fazer mal, mas na dúvida é melhor ser excessivamente cautelosa e evitar completamente.

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3. Ácidos alfa-hidroxi e beta-hidroxi (risco: baixo para médio)

Assim como o ácido salicílico, as grávidas devem evitar o consumo dos ácidos alfa-hidroxi e beta-hidroxi também.

Embora as pesquisas não sejam muito claras ainda, esses ácidos são “formas” de ácido salicílico e a comunidade médica sugere cortar o consumo.

Eles não oferecem o mesmo risco que os retinoides e não são tão prejudiciais quanto os ácidos salicílicos orais, mas como ainda não se sabe se podem causar danos quando aplicados topicamente, o melhor é evitar.

Embora Jaime diga que ela mesma usou, inconscientemente, ácidos salicílicos tópicos durante sua própria gravidez com nenhum efeito colateral negativo, ela prefere ser cautelosa e recomenda que as grávidas fiquem longe desses componentes.

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