3 medicamentos que aumentam risco de infarto e que são vendidos sem prescrição médica

Você sabia que muitos medicamentos que aumentam risco de infarto são vendidos sem receita médica?

Dessa forma, eles passam a impressão de serem totalmente seguros, mas infelizmente a realidade não é essa.

Em um estudo recente realizado na Dinamarca e publicado na revista científica European Heart Journal, dois medicamentos da classe dos anti-inflamatórios foram associados ao aumento do risco de infarto: o diclofenaco e o ibuprofeno.

Além desses dois medicamentos, outro remédio bastante consumido pela população para tratar problemas de estômago, o omeprazol, também pode aumentar o risco de parada cardíaca.

Nos próximos parágrafos, vamos falar mais detalhadamente sobre esses três medicamentos que aumentam risco de infarto.

Conheça 3 medicamentos que aumentam risco de infarto e que são vendidos sem prescrição médica

1. Diclofenaco

Segundo a pesquisa realizada na Dinamarca, o diclofenaco pode aumentar os riscos de infarto em até 51%.

De acordo com a fabricante do medicamento e conforme consta na bula do mesmo, o consumo não é recomendado para quem sofre de qualquer doença cardiovascular tais como insuficiência cardíaca congestiva, pressão arterial alta e não controlada, doença arterial periférica ou doença isquêmica cardíaca.

Pacientes que pertençam a qualquer um desses grupos de risco devem fazer uso do medicamento somente com acompanhamento médico.

O diclofenaco está disponível para venda em gotas ou em comprimidos de 50 mg a 600 mg.

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2. Ibuprofeno

Menos perigoso do que o diclofenaco, mas ainda assim preocupante, o ibuprofeno é mais um dos medicamentos que aumentam risco de infarto.

As chances de parada cardíaca podem aumentar em até 31%.

Na bula do medicamento, a fabricante informa que dosagens mais altas de ibuprofeno (2400 mg / dia) em tratamentos de longa duração podem aumentar os riscos de trombose, infarto do miocárdio e derrame.

No entanto, sugere também que doses mais baixas (menos de 2400 mg / dia) por um período curto de tratamento não aumentam esses riscos.

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3. Omeprazol

Muitas pessoas fazem uso prolongado do omeprazol e nem imaginam que, com isso, estão mais propensas a um infarto.

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O omeprazol é um inibidor de bomba de próton (IBP), ou seja, atua suprimindo a secreção do ácido gástrico por meio da inibição da enzima H+/K+-ATPase (Hydrogen potassium ATPase).

Em outras palavras, o que um IBP faz é reduzir a quantidade de ácido produzido no estômago e tratar o refluxo ácido.

Esse tipo de medicamento também é indicado para pacientes com úlceras estomacais.

Duas equipes de pesquisadores das universidades Houston Methodist e Stanford, nos EUA, analisaram os registros médicos de mais de 3 milhões de pacientes para encontrar aqueles diagnosticados com azia e tratados com medicamentos IBP.

Ao comparar a saúde destes com a saúde dos que não fizeram uso da droga, o resultado foi surpreendente: quem tomou IBP apresentava 21% mais chances de ter um ataque cardíaco.

Embora tenham sido considerados inofensivos por muito tempo e embora as pesquisas não provem que os IBPs sejam diretamente culpados por paradas cardíacas, há sim uma conexão muito preocupante entre o uso prolongado desses comprimidos e pílulas e o infarto.

Os pesquisadores imaginam que esse tipo de droga danifica o coração pois elimina os níveis de óxido nítrico, gás responsável por manter as artérias saudáveis e flexíveis. Ainda assim, são necessários mais estudos para comprovar a culpa dos IBPs.

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