12 coisas que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte

Existem diversos métodos contraceptivos de barreira que previnem a gravidez, tais como as pílulas anticoncepcionais, as camisinhas masculinas e femininas, DIU, diafragma, injeções, entre outros.

Quando alguma dessas alternativas falham (a camisinha estoura, por exemplo), ou o casal esquece de se prevenir durante a relação sexual, uma alternativa viável para evitar uma gestação não planejada é a pílula do dia seguinte.

Vendida sem a necessidade de receituário médico, este método emergencial inspira cuidados e é essencial saber como usá-lo para não expor a sua saúde em risco e ter mais segurança em sua utilização.

o que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte

Por isso, confira abaixo 12 coisas que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte.

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1 – Quando usar

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, ou seja, deve ser utilizado apenas em último caso, quando todos os métodos anticoncepcionais falham ou há o esquecimento da prevenção em períodos férteis, em que há o risco de ocorrer a gravidez (esquecer-se de tomar a pílula anticoncepcional, por exemplo).

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2 – Frequência

A pílula do dia seguinte não deve se tornar um hábito na vida da mulher. O remédio não pode ser tomado mais de uma vez por mês e a recomendação é que sua utilização máxima seja de, até, três vezes por ano.

Isso porque a quantidade de hormônios presentes nas cápsulas pode acarretar diversas reações químicas no organismo tais como dor de cabeça, alteração do ciclo menstrual, náuseas e diarreia.

O uso além do recomendado também faz com que o remédio perca a eficácia, aumentando os riscos de gravidez.

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3 – Contraindicações

Antes de recorrer ao uso da pílula do dia seguinte, é importante consultar um médico ginecologista para examinar suas condições de saúde e verificar se existe alguma contraindicação para o uso do medicamento.

Mulheres com problemas hepáticos ou tromboembolismo devem evitar este método.

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4 – A pílula do dia seguinte não é abortiva

Ao contrário do que muita gente pensa, a pílula do dia seguinte não tem a função de provocar um aborto. O que a pílula faz é bloquear a ovulação, impedindo que o óvulo seja liberado pelas trompas e seja fecundado.

Outra ação possível é impedir a fixação do óvulo no útero ou até mesmo dificultar o caminho dos espermatozoides, evitando que cheguem até o óvulo.

O resultado com a ação do medicamento é a descamação do óvulo que é eliminado do corpo, através da menstruação.

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5 – Onde encontrar

A pílula do dia seguinte é vendida em farmácias e também distribuída, gratuitamente, em postos de saúde. Para adquirir o medicamento em postos municipais não é obrigatória a passagem em um médico ou ter em mãos o receituário.

No caso dos postos de saúde, os enfermeiros que liberam o medicamento, em alguns casos, podem encaminhar a mulher para uma consulta e orientação médica com o intuito de avaliar se a pílula não está sendo utilizada
como único método contraceptivo.

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6 – A pílula não tem efeito cumulativo

Fazer sexo sem proteção após tomar a pílula do dia seguinte não protege a mulher de uma gravidez indesejada, pois seu efeito é direcionado e não é acumulado para outros óvulos.

Como o uso do medicamento deve ser esporádico, já que o uso continuo aumenta as chances de gravidez, o ideal é a prevenção, principalmente com camisinha que, além de evitar uma gestação não planejada, ainda protege a mulher contra doenças sexualmente transmissíveis.

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7 – Quando voltar a tomar anticoncepcionais

Após alguns dias da ingestão da pílula do dia seguinte, espera-se que ocorra a chegada da menstruação. No primeiro dia do ciclo inicie uma nova cartela de anticoncepcionais e fique atenta para não esquecer de tomar os medicamentos em dia.

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8 – Qual o período máximo para tomar a pílula

Para que seja eficaz, a pílula do dia seguinte deve ser ingerida imediatamente, de preferência em até 24 horas após a relação sexual, em que a eficácia do medicamento chega a quase 90%.

Caso não seja possível, a mulher tem até 72 horas para fazer o uso deste método, contando a partir do momento da relação sexual sem proteção.

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9 – Dosagem

A pílula do dia seguinte é fornecida em dose única com 2 comprimidos. Os medicamentos podem ser ingeridos tanto de uma só vez, como em um intervalo de 12 horas entre um e outro.

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10 – Efeitos Colaterais

Algumas mulheres não sentem nenhum efeito após o uso do medicamento.

Entretanto, dores de cabeça, enjoo, náuseas, dor nas mamas, desregulação do ciclo menstrual e sangramentos escuros na menstruação são efeitos colaterais comuns causados pela pílula do dia seguinte.

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11 – Idade

Não existe uma idade mínima ou máxima em que a mulher pode recorrer à pílula do dia seguinte. Qualquer mulher em idade reprodutiva pode tomar o medicamento.

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12 – Uso de outros medicamentos

Alguns medicamentos também são compostos por hormônios ou interferem em sua ação no organismo, o que pode comprometer os resultados do medicamento.

É o caso de alguns remédios anticonvulsivantes e antibióticos, a exemplo da ampicilina, doxicilina e tetracilina.

Caso esteja fazendo uso deste tipo de medicamento, consulte seu médico antes de tomar a pílula do dia seguinte.

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